26
out
14

Eu, agente político


Urnas fechadas (pelo menos onde segue o horário de Brasília) e desejo, realmente, que o vencedor consiga fazer um grande governo nos próximos quatro anos.

Não é fácil, durante uma campanha tão acirrada e disputada, manter a calma, a razão e fugir do clima de Fla X Flu. Foi um desafio diário. Não é fácil ouvir argumentos tão fracos, tão ignorantes e tão preconceituosos e não conseguir debatê-los. Muita gente não queria ouvir merda nenhuma, acha que seu ponto de vista é a verdade absoluta. Não é fácil não perder a paciência com amigos que mandam piadinhas sem graça contrárias à sua posição política ou familiares que entendem y quando você está falando x e acham que o z é o certo.

Apesar de acreditar que minha página no Facebook é um espaço meu, de pessoa física, que serve para expressar minhas opiniões e pontos de vista, em respeito à empresa de comunicação em que trabalho nunca declarei meu voto ou escrevi com todas as letras que candidato A era melhor que candidato B. Não recebi orientação para isso, mas tentei defender minha maneira de ver o mundo sem precisar explicitá-la, apenas compartilhando textos que contribuíssem para o debate político. Em alguns momentos me exaltei, algumas vezes apaguei, outras não.

Não é porque acabaram as eleições que vou deixar de debater política aqui. Vou continuar falando sobre o assunto, defendendo o que acho certo e criticando o que acho errado. Política se faz assim, todos os dias, não só na hora do voto. Aqui, quem escreve é o Marcos Andrade pessoa, não o jornalista. No exercício da minha profissão busco a imparcialidade. Imparcialidade e não neutralidade. É impossível você, com sua bagagem cultural e suas experiências de vida se manter neutro em qualquer assunto. Ao contar uma história, ela já foi filtrada e devolvida pelo seu cérebro, com influência de suas convicções, querendo você ou não. Já que a neutralidade é impossível, que nós, jornalistas, sejamos imparciais.

Tenho minha posição política formada e acho que ela vai mudar ao longo dos anos, com novas experiências vividas, com novos conhecimentos adquiridos. Hoje, sou um jornalista de 27 anos de idade, que nunca passou dificuldades financeiras porque sempre teve o apoio dos pais e que o único tipo de preconceito que sofreu foi a gordofobia. Mesmo sendo um “filhinho de papai”, formei meu caráter na sala de espera dos postos de saúde que meus pais trabalhavam. Lá eu via a miséria, via a fome, via a doença e via profissionais da saúde fazendo o possível e impossível para melhorar, o quanto podiam, a vida daquelas pessoas. Desde pequeno, nunca tive medo ou nojo da pobreza. Com 13, 14 anos, quando eu estava deslumbrado com o dinheiro e marcas famosas, minha mãe me fez acompanhar uma agente comunitária nas casas mais pobres do bairro mais pobre de Amparo. Vi casas sem saneamento básico, famílias de sete pessoas dividindo um cômodo menor do que meu quarto, crianças da minha idade sem nenhuma perspectiva positiva de futuro. No Natal seguinte me ofereci para ser Papai Noel nas festas de Natal daqueles postos. Também acompanhava minha irmã nas apresentações dos corais que ela regia com crianças carentes, seja na zona rural de Amparo ou na periferia de Campinas. O pagamento que ela recebia era o carinho e a admiração. Era o olhar das crianças de serem vistas e ouvidas quando estavam nos palcos, coisa que não acontecia quando elas saiam de lá. Com 15 anos já me considerava comunista e nunca me conformei em viver em um país onde uns tem e sobram e outros passam fome. Estudei em uma universidade estadual, conheci pessoas de várias regiões do Brasil, participei (bem porcamente, diga-se de passagem) de movimento estudantil e de um jornal de uma comunidade carente. No meu primeiro emprego como jornalista, vivenciei o desespero das famílias do Beco Mokarzel em Sousas, Campinas, ao verem suas casas sendo destruídas e tendo em troca o oferecimento de uma moradia em outro canto da cidade, pra lá da Rodovia dos Bandeirantes. Elas não deviam estar ali, a beira do rio Atibaia e em um dos bairros mais nobres de Campinas.

E por essa experiência de vida, por tudo que li, ouvi e discuti ao longo dos meus 27 anos, hoje não votei por mim e nem pelos meus iguais. Votei por aqueles que nunca foram olhados e tiveram uma melhora de vida. Espero que pelos próximos quatro anos diminuam todos os tipos de preconceitos, inclusive os partidários. Que as pessoas deixem o ódio de lado e passem a discutir soluções. Que não mirem nas pessoas, mas no que elas representam.

Anúncios
26
out
14

Os argumentos anti-petistas mais irritantes


Muitos argumentos anti-petistas beiram o ridículo. São frutos de total falta de informação ou bom senso com uma pitada de preconceito. Vou citar alguns que mais me irritam:

– O PT vai implantar uma ditadura comunista

Converse com alguém do PSOL, do PSTU ou da LER-QI e você vai saber o que esses grupos de esquerda acham do comunismo do PT. Um golpe comunista que dura mais de 12 anos? Que nem uma reforma agrária decente faz? Que não nacionalizou nenhuma multinacional? Se você usa esse argumento, está na hora de ler um pouco mais sobre o assunto e comparar com a realidade do Brasil.

– O PT vai censurar a imprensa

O PT nem uma lei de regulamentação da mídia instituiu no Brasil. E pra colocar isso em prática vai precisar do apoio do PMDB, um partido que está cheio de donos de concessões de rádio e TV. Você acha mesmo que isso vai acontecer? Se fosse pra censurar, teria tirado os anúncios da Petrobrás, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica dos veículos que são críticos, como a Veja. Se você usa esse argumento, está na hora de pesquisar o que é censura de verdade e ver que quem persegue jornalista nesse país não é o PT.

– O PT dividiu o Brasil

Então, antes do PT chegar à presidência não tinha divisão no Brasil? A Revolução Constitucionalista de 32 mostra uma união nacional mesmo, assim como a Guerra dos Farrapos. Nunca um paulista usou o termo baiano de forma pejorativa ou um rico discriminou um pobre. Se você usa esse argumento, provavelmente acha que não tem racismo no Brasil, que as minorias não precisam lutar pelos seus direitos e que não existe guerra de classes no país. Vá dar uma voltinha na periferia com seu carrinho luxuoso e sua camiseta de gola polo pra sentir um pouco a realidade. Saia da sua bolha.

– Pesquisas apontam que o Bolsa Família acomoda os beneficiários

Que pesquisas são essas? Qual o nome do pesquisador e que entidade ele representa? Sobre o tema, conheço a pesquisa da Walquíria Leão, autora do livro “Vozes do Bolsa Família” publicado pela Editora UNESP que mostra exatamente o contrário. Se você usa esse argumento, sinto muito, você é um preconceituoso que acha que pobre é pobre porque é vagabundo e vai se acomodar com, no máximo, pouco mais de 200 reais.

Censura

– Nunca se viu tanta roubalheira como agora

Nunca se viu tanta roubalheira como agora porque nunca se investigou tanto e nunca a imprensa foi tão oposicionista a um governo. A corrupção está no jeitinho brasileiro, que você adotou várias vezes na sua vida, e, principalmente, no modelo político nacional. As campanhas multimilionárias, com investimentos empresariais são as principais raízes dos grandes escândalos de corrupção. Uma empresa financia candidato x para receber y quando ele assumir o cargo. Não adianta trocar PT por PSDB, PSB ou PSOL se não mudar as regras do jogo. Se você usa esse argumento, defenda uma reforma política de verdade no Brasil.

– O PT aparelha o Estado

Aparelha, mas não é o único. Olhe para seu estado e para sua cidade, quem são os secretários? Quem são os presidentes de autarquias? Quem são os diretores e coordenadores nos mais diversos setores? Se não tiver 90% de indicação política, é uma exceção.

– Alternância de poder é sempre boa

Se você é paulista e votou no PSDB, pode ir descartando esse argumento. Se a alternância de puder é boa no governo federal, é boa também no governo estadual. Caso contrário, posso até concordar com você, mas será que trocar PT pelo PSDB, PSB ou PSOL vai ter mesmo alternância de poder? O PMDB, PR, PTB, PP sempre vão estar lá e vão ser essenciais para as aprovações dos projetos do governo. Ou seja, quem estiver no governo federal sempre vai precisar desses partidos que sempre vão estar no poder.

Reflitam, estudem e aprendam a ouvir os outros antes de começar um debate político. Senão, você corre o risco de repetir essas papagaiadas e pagar mico.

28
maio
14

Copa do Mundo: Não tem virgem nesta casa de diversão noturna


Não podemos deixar que o discurso de ódio das redes sociais nos ceguem. O PT tem culpa na maneira como a Copa foi feita? Claro que tem, ainda mais porque fez um uso político do evento. Mas, todos os governos, inclusive os federais que estiveram em Brasília antes, queriam a Copa no Brasil. Os dois principais candidatos de oposição também foram a favor, tanto que teremos jogos em Pernambuco, de Eduardo Campos (PSB) e Minas Gerais, de Aécio Neves (PSDB) pleiteou a abertura do Mundial.

Os gastos com estádios foram excessivos, mas não existem arenas federais. Elas são estaduais, municipais ou particulares. Se houve superfaturamento e/ou desvio de verbas, isso não é culpa do PT. O dinheiro que saiu do BNDES, em teoria, vai voltar para os cofres federais. A isenção de impostos, não. Isso é culpa do PT.

O legado não foi o esperado. O governo federal tem culpa, como, por exemplo, a não construção do trem de alta velocidade Rio-SP. Mas os governos estaduais também tem responsabilidade, como não investir em metrô. As administrações municipais são responsáveis pelas obras no entorno dos estádios, que também não aconteceu.

Foram gastos bilhões em estádio e não temos educação e saúde de qualidade. O governo federal é responsável pelas universidades federais e escolas técnicas. Ensinos médio, fundamental e infantil são de responsabilidade das administrações estaduais e municipais, assim como a gestão do SUS é compartilhada entre as três esferas de poder.

Não é para engolir essa Copa e ficar quietinho, torcendo pelo Brasil como uma ovelha de presépio. Mas é preciso saber o que cobrar de quem. O governo federal errou em muitos aspectos, como a aprovação da Lei Geral da Copa, mas não foi o único responsável pelo evento. E vocês acreditam que com qualquer outro grupo político que estivesse no poder, as coisas seriam mais bem feitas? Seria tudo igual ou pior.

 

Juro que escrevi antes de ler esta matéria do UOL, que exemplifica bem isso tudo.

15
maio
14

Erros, mídia e histeria da classe média: A criminalização do PT


Se os políticos são criminalizados em geral no Brasil, o PT passa por um processo de criminalização que nunca antes, na história deste país, outro partido político passou durante a democracia. Os fatores passam pelos erros do próprio partido, a partidarização de setores da mídia e a histeria da classe média transbordando nas redes sociais.

Em 2002, o PT foi eleito ainda com o estigma do partido diferente, mesmo que já no começo dos anos 2000 tivesse cedido aos vícios do sistema para ser eleito. Mesmo assim, o partido ainda parecia ser o único que poderia fazer grandes mudanças e combater a corrupção. Tivemos importantes avanços sociais, mas não tivemos mudanças estruturais na política. Ainda se abre as pernas em nome do governismo e existe a troca de favores com a iniciativa privada: Financia a campanha aqui, recebe o troco ali. Além disso, o escândalo do “Mensalão”, que não é, mas fizeram ser o maior escândalo do país, colocou um adesivo de corrupto na testa do PT. O crescimento de uma nova classe C, sem o mínimo de politização, também é um dos fracassos do partido.

É inegável a participação da mídia em tornar o “Mensalão” o escândalo que foi, e ainda é. Todos os dias tem nota sobre isso na imprensa. Mesmo que tenha estourado em 2005, que tenha sido investigado e os responsáveis punidos. Que outro escândalo de corrupção resultou na prisão de agentes políticos? Várias denúncias contra o PSDB foram arquivadas (existia até o Engavetador Geral da República nos anos FHC), Collor e outros ícones do coronelismo nordestino nunca foram condenados a nada e Maluf passou, sei lá, dois dias na cadeia. Até mesmo programas de humor incentivam esta criminalização do PT. Comentários como “PT ladrão”, “Lula Burro”, “Dilma incompetente” é frequente nos humorísticos. Ainda que o Casseta e Planeta criticasse Itamar e FHC, nunca o tom das piadas foi tão agressivo. Comentaristas reacionários, que fizeram fama justamente por causa desse posicionamento radical, que babam desinformações quanto ao Bolsa Família, à crise na Petrobrás e fecham os olhos pra erros de outras esferas governamentais, estão aos montes na televisão, no rádio e nas páginas de jornais e revistas. Na mídia impressa, tudo bem, faz parte da democracia. O capital destes órgãos é privado e ninguém tem que meter a colher na linha editorial deles. Mesmo que tenham colunistas que declaram que querem derrubar o PT ou comemorem o “fim” do Partido dos Trabalhadores. Mas deveria existir um cuidado maior em quem usa concessões de rádio e TV para aumentar o repúdio ao PT.

E com tanto “embasamento” em notícias e comentários que ouve, assiste e lê, a classe média demonstra sua histeria nas redes sociais e nos comentários de sites noticiosos. O PT é uma das três pragas do Egito e está acabando com o Brasil, com o mundo e, quiçá, com o Universo. O preconceito com os mais pobres que foram beneficiados no Lulopetismo aumenta o ódio ao Partido dos Trabalhadores. É inadmissível que tenham pessoas de bermuda nos aeroportos, que os pobres comprem carro e que tenham o direito de entrar em universidades. Essa ojeriza ao PT também é influenciada por páginas nas redes sociais comandadas pelo exército virtual contratado pelo PSDB (assim como o PT tem o seu). Na internet, o espaço para o reacionarismo e para o preconceito é cada vez maior.

O PT tinha a faca e o queijo na mão para fazer mudanças estruturais que mudariam o rumo do país, não as fez. Pode ser que mesmo com essa criminalização, Dilma consiga vencer a eleição presidencial em 2014, mas se não contra atacar, com uma reforma política e com uma “Lei dos Medios”, o Partido dos Trabalhadores vai morrer como querem alguns colunistas de jornais e revistas. E se isso acontecer, quem perde é o Brasil, como perde com a fraqueza do discurso da oposição. 

10
abr
14

A imprensa brasileira não é tendenciosa?


Nesta semana, Joaquim Barbosa e Lula defenderam a “Regulação da Mídia”. O PT tem certeza de que a imprensa brasileira é tendenciosa. Os petistas estão com a razão? 

Falar que a imprensa brasileira não é tendenciosa ou é falta de informação ou má fé. Em primeiro lugar, existem muitos veículos na mão de poucos proprietários. São grandes latifúndios midiáticos e, logicamente, os donos de jornais e revistas ou concessões de rádio e tv defendem os seus interesses.

De que lado eles estão? É só fazer uma análise histórica que você vai saber. Vamos falar do maior grupo de comunicações do Brasil, a Globo. Uma emissora que editou um debate presidencial para eleger quem queria, não vai mudar o foco das reportagens para favorecer seus interesses?

Na área dos impressos temos a Revista Veja, de maior tiragem do país e que se posiciona claramente contra o governo, com colunistas que já disseram que tinham o objetivo de “derrubar Lula”. O jornal de maior circulação do Brasil, a Folha de São Paulo, também não é dos mais simpáticos ao petismo.

Peguei a principal manchete das edições dos três primeiros meses e 9 dias da Folha de 1998 e de 2014 e tentei enquadrar em pró ou contra o Governo Federal da época. É uma análise pessoal, sem base teórica, apenas expressando a sensação que tive ao ler. Veja o quadro abaixo:

——————–
Positiva, que de alguma maneira mostra ações do governo federal que estão funcionando ou passam otimismo

Negativas, críticas econômicas, denúncias de corrupção ao governo ou partido

FHC -98 Dilma- 2014

Janeiro 

Positiva (1) (2)
Negativa (10) (9)
Neutra (20) (20)

Fevereiro 

Positiva (5) (4)
Negativa (11) (13)
Neutra (12) (11)

Março

Positiva (5) (0)
Negativa (11) (16)
Neutra (15) (15)

Abril

Positiva (1) (0)
Negativa (4) (7)
Neutra (4) (2)

———————-

Não existe uma diferença muito grande em números, mas o que me chamou a atenção foi a quantidade de chamadas sobre o “Mensalão”, que aconteceu há 9 anos e já foi investigado e julgado, enquanto estamos com crise hídrica no estado de São Paulo, enquanto tem o escândalo do Cartel do Metrô. Tive a sensação de que o governo estadual está mais “blindado” agora do que em 98.

Acho que a mídia tem, sim, que ser de oposição. Investigar, criticar, denunciar. Pegar mesmo no pé dos governantes, do legislativo e do judiciário. Mas, a verdade é que uns pés são mais pegos que os outros.

A listagem das manchetes você pode ver aqui.

 

 

10
abr
14

Manchetes da Folha em 98 e 2014


 

A listagem das manchetes está abaixo:

##################
FHC -98

Janeiro

Positiva (1)

Currículo do MEC inclui crítica ao consumismo

Negativa (10)
Empresário prevê mais cortes (economia negativa)

Corte no orçamento atinge R$ 6,3 bi

Dengue aumenta 4 vezes com FHC

Crise asiática adia queda dos juros

Verba para El Niño beneficia aliados

Receita aponta fraudes na Sudam

Governo recupera em dinheiro só 5,71% do Proer

Desmatamento já atinge 12,9% da Amazônia

Câmbio não muda após eleição, diz FHC

Gasto com juro da dívida cresce 41%

Neutra (20)

63% dos paulistanos já sofreram violência (negativa gov. estadual, neutra gov. federal)

Apenas um em cada três crimes é notificado (cabe ao gov. estadual)

Doação de órgão ainda depende da família

Pitta obtém a pior avaliação, Covas é nono em Pesquisa

Convocação leva só 51% ao Congresso (crítica ao Congresso)

Temporal alaga ruas e deixa o Rio parado (estadual)

Crise na Indonésia provoca nova queda mundial das Bolsas (não fala da Bovespa na manchete)

Dívida de 22 Estados supera receita (estadual)

Senado aprova contrato temporário

Governo estuda socorro a prefeitos

Falta de quórum empurra a Previdência para março

SP procura patrocínio para aliviar ida ao litoral

Bancos Estaduais terão socorro de R$37,6 bi

Papa pede direitos humanos em Cuba

Detran já conta as infrações em SP

Conselho amplia exigência do cinto

Ações trabalhistam aumentam 64%

Renúncia é discutida nos EUA

Aprovada na Câmara a nova Lei Ambiental

Socorro a banco estadual poderá atingir R$ 50 bi

Fevereiro

Negativa (11)
Brasil terá analfabetos até 2020

Inadimplência no comércio de SP é recorde em janeiro

Governo socorre grandes devedores da agricultura

Brasil apoia ação militar contra Iraque

BB retém lucros e deixa de cumprir pacote fiscal

Brasil capta dinheiro no exterior

Desemprego em janeiro é o pior no Real

Classe Média pagará mais à Previdência

Kandir prevê juro de 20% após reforma

Senado dá aval a dívida de US$ 4 bi depois de CPI

Dívida pública dobra no período FHC

Neutra (12)

Segurança privada enriquece policiais

Fracassa o início da Semana de Matrículas

Senado aprova fim da estabilidade

Aprovada mudança na aposentadoria

Fogo destrói o Santos Dumont

SP deve ter deflação no primeiro trimestre

Feriado tira 2 milhões de carros de SP

Suspensa a privatização da Cesp

Escolas do Rio viram palanque

Cai prédio de 22 andares no Rio

EUA aceitam acordo com Iraque

Indústria de São Paulo cresce 3% em janeiro

Positiva (5)
Privatização exclui 90% das rodovias brasileiras

Senado amplia a quebra de sigilo

Aeronática descara a privatização da Infraero

Economia cresce 3,03% e atinge R$ 862 bi em 97

Mortes em estradas diminuem 39%

Março

Positiva (5)

Governo indeniza vítimas do Palace 2

Arrecadação da Receita é recorde em fevereiro

Aprovada a reforma administrativa

Governo muda regra de plano de saúde

Sem PMDB, cresce vantagem de FHC

Negativa (11)

Desemprego é o maior em 13 anos

Itamar diz que convenção foi comprada

País é um dos líderes em morte no parto

Sem-terra atacam prédios do governo

Governo promete verba para aprovar Previdência

Ministro da Saúde pede demissão

Lei libera doação eleitoral e facilita uso da máquina

Escolha de Serra divide base governista

Brasil teme Tigres Asiáticos após crise

Ruralistas criam milícia nacional

País recebe US$ 10,8 bi em um mês

Neutra (15)

Privatização dá R$ 11,8 bi aos Estados nas eleições

Chuva deixa mais de mil desabrigados em SP

Câmara vai discutir hoje cassação de Sérgio Naya (deputado do PMDB)

Câmara abre processo para cassar Naya

Chuva causa blecaute por 30 horas e mata mais 2 (municipal)

SP terá blecautes por mais dois anos (estadual)

FHC vence convenção do PMDB

Maluf cai na disputa em SP

Congresso é reprovado por 33% da população

Câmara ameaça cassar dois por fraude em votação (PTB e PFL)

Serra aceita o Ministério da Saúde

ONU ajudará a combater fogo em RR

Exército assumo combate ao fogo em RR

País terá US$ 5 mi para conter fogo

Covas anuncia que é candidato em SP

 

Abril

Neutra (4)

Exército intervém em conflito no Pará

Renan Calheiros é ministro da Justiça

Detran de SP licencia carro roubado

Megafusão de bancos cria maior empresa do mundo

Negativa (4)

Sem-terra têm mais verba; MST mantém as invasões

Bingos sonegam IR e lesam apostador

Governo erra e déficit de 97 é maior

Reservas do país estão próximas de US$ 70 bi

Positiva (1)

Fipe prevê a inflação mais baixa da história

 

 

Dilma

Janeiro

 

Neutra (19)

Com nova lei seca, morte no trânsito cai 10% em SP

Governo cogita abrir mercado a aéreas do exterior na Copa

Governo do MA diz que vídeo de presos é ‘ato de selvageria’

Prefeitura decide ampliar rodízio de carros em SP

Prisão deixa visita entrar sem revista no MAranhão

Senado paga por licença irregular de funcionários

Irã e potências fazem acordo nuclear

Em 5 ataques, 12 homens são mortos em Campinas

Kassab obteve ‘fortuna’ da Controlar, diz testemunha

Obama diz que vai limitar espionagem de líderes mundiais

Documento da Alstom revela lista de subronos

Mortes pela PM de SP tem menor nível em 15 anos

Alstom pagou 15% de propina em SP, diz diretor francês

82% dos paulistanos são contra rolezinho

Na Argentina, peso registra maior queda desde 2002

Argentina facilita compra de dólar após moeda subir

Manifestante é ferido a tiros pela PM em ato em SP

Homicídios caem, e roubos crescem em São Paulo em 2013

Emergentes elevam juros para acalmar mercados

EUA ignoram emergentes e cortam mais estímulos

 

Negativa (9)

Brasil tem menor saldo comercial em 13 anos

Governo anuncia superavit fical para acalmar o mercado

Alta de preços ameaça nível de emprego neste ano

STF manda prender ex-presidente da Câmara João Paulo

Cadeias no BRasil têm um preso morto a cada 2 dias

Governo e shoppings se preparam para onde de ‘rolezinhos’

Com a inflação em alta, BC sobe juros para 10,5%

Comitê da Fifa no país repassa gastos de Copa a governos

Ato em SP contra a Copa terminou em vandalismo

 

Positiva (2)

Desemprego cai ao menor nível, mas renda sobe menos

Gasto de turista no exterior cresce dez vezes em dez anos

 

Fevereiro

Negativa (13)

Governos fazem menor poupança em 15 anos

Com novo aumento, auxílio doença infla o déficit do INSSS

Apagão atinge 11 Estados e 6 milhões ficam sem luz

Pizzollato é preso na Itália e Brasil pedirá sua extradição

Protestos levam Planalto a mudar discurso da Copa

País tem 1ª morte por ataque de manifestante em protesto

Barbosa anula decisão favorável a Dirceu no STF

Racionamento de água já atinge ao menos 142 cidades

Custo extra com energia será pago por consumidor

STF manda prender Roberto Jefferson, delator do Mensalão

Preso, delator do mensação afirma que ‘caiu de pé’

Ministro vota a favor de réus, e Barbosa o acusa de ato político

Supremo revê julgamento e decide que mensalão não teve quadrilha

 

Positiva (4)

Lei federal exige 60% de presença na pré-escola

Em meio à tensão mundial, Dilma vê economia no rumo

Lucro da Petrobras sobe 11% com alta da gasolina

Apoio a protesto despenca e é o menor desde junho

 

Neutra (11)

Grupo de bancos vai comprar até 15% da tele OI

Procurador pede prisão de ex-governador tucano

Ex-Governador tucano diz que é inocente como Lula

Manifestante foi pago para tumultuar, diz advogado

Preso diz que recebeu oferta para ir a atos e cita partidos

Metade dos Estados tem gastos acima das receitas

Políticos ficam de fora de 1ª denúncia da máfia do ISS

Líder da oposição é preso em dia de marchas em Caracas

Réu no mensalão tucano, deputado Azeredo renuncia

à beira da guerra civil, Ucrânia enfrenta dia mais sangrento

Presidente cai, e milícias ocupam ruas da Ucrânia

 

Março

Negativa (16)

Poupança do governo despenca em janeiro

Governo vai mudar leilão de celular pra fazer caixa

Juros consomem 53 dias de renda dos endividados

Rebelião de aliados impõe derrota a Dilma na Câmara

PF vai investigar suspeita de propina na Petrobras

STF livra petista de um dos crimes e encerra julgamento do mensalão

Tarifa de luz pode subir mais, avalia agência do setor

Despesa para conter luz e combustíveis iguala gasto social

Arena que abre a Copa será entregue inacabada à Fifa

Executivos refutam explicação de Dilma no caso Petrobras

Operação da PF prende ex-diretor da Petrobras

Cai ex-diretor da Petrobras ligado à compra de refinaria

Petrobras já tinha tentado obter 100% de refinaria

Agência rebaixa nota do Brasil

Oposição consegue apoio para criar CPI da Petrobras

 

Neutra (15)

Rússia autoriza tropas na Ucrânia, e Obama reage

Ucrânia fecha o espaço aéreo e chama reservistas

Aumento de tensão militar na Ucrânia derruba as bolsas

Putin diz que tem direito de usar a força na Ucrânia

Governo Alckmin reduz captação de água de reservatório

Putin ameaça cortar gás e amplia cerco à Ucrânia

Haddad quer vetar prédio alto no meio de bairros

Em SP, transporte individual cresce mais que o coletivo

Crimeia opta por se unir à Rússia, EUA e UE criticam

Ucrânia acusa a Rússia de ataque a base na Crimeia

Otan vê risco de invasão da Ucrânia pela Rússia

Câmara aprova marco civil, a Constituição da internet

Obama e Putin negociam saída para crise da Ucrânia

Direita da Venezuela quer o golpe, diz Maduro

46% apoiam revisão da Anistia, diz Datafolha

 

Abril

Negativa (7)

Doleiro preso emprestou jatinho ao vice da Câmara

Consumidor pagará custos extras de luz em 2015 e 2016

Pessimismo sobre economia cresce, e Dilma perde 6 pontos

Petrobras contrata R$ 90 bi sem licitação em três anos

Deputado ligao a doleiro se licencia

Lula cobra ação de Dilma para melhorar economia

Fornecedores da Petrobras pagaram R$ 35 mi a doleiro

 

Neutra (2)

Militares criam comissões para investigar tortura

Após 21 anos, júri conclui caso Carandiru e condena 73 PMs

08
abr
14

Sobre o dia do jornalista


Por inocência ou por arrogância, entrei na faculdade de jornalismo em 2006 achando de que, de alguma maneira, iria ajudar a mudar o mundo com a minha profissão. Com 4 anos de formado já me desiludi dessa ideia.

 

Não sei, me parece que é muito difícil você produzir algo para as pessoas refletirem, pelo simples motivo de que elas não querem refletir. Elas têm seus conceitos e preconceitos formados e não estão afim de pensar nisso, de ver outros pontos de vista, de se abrir para ver o mundo de outra maneira.

 

Minha relação com a profissão, que é de amor e ódio desde sempre, vem se transformando em apatia, uma espécie de “Ah, vou fazer o meu, ganhar meu salário e foda-se o mundo”. O problema é que tem muitos profissionais assim, muitos outros que escolheram e seguem a carreira por ego e outros tantos que se contentam em apenas contar o que acontece, sem ir procurar causas e consequências para os fatos, babando chavões e lugares comuns.

 

Somos uma categoria conformada. Conformada com o baixo salário, com a falta de emprego, com as pautas esdrúxulas que temos que fechar porque o dono da empresa jornalística mandou. Somos conformados em seguir a agenda-setting, em narrar superficialmente o que aconteceu e em ficar contente em ver nosso nome assinando uma matéria.

 

E me assusta ainda mais ver quem são os jornalistas que fazem sucesso hoje. Uma reacionária que baba preconceitos em comentários em rede nacional, outra que ganhou fama por ridicularizar presos e umas dezenas de “Zés Gracinhas” que fizeram do jornalismo um entretenimento barato.

 

Mas de tudo que envolve o jornalismo, lembro de uma frase que ouvi numa palestra (pela TV) do Luis Fernando Veríssimo. Ao ser perguntado por que hoje tem menos jornalista de esquerda do que antigamente, ele disse que no passado, ao trabalhar na máquina de escrever, numa redação barulhenta, o jornalista se sentia como um operário em uma fábrica, o que fazia com que ele se simpatizasse mais com causas trabalhistas do que patronais. Agora, com as redações silenciosas, com ar condicionado, o jornalista se acha uma espécie de cientista, ficando longe das causas do povo.

 

Espero que você, jornalista, tenho aproveitado o seu dia para refletir sobre sua profissão, que não tá fácil.




Marcos André Andrade

Jornalista formado, ou deformado. Escritor frustrado. Boêmio. Amante de MPB e futebol. Adora fazer piadas ridículas. Sofro com uma Variação Constante de Humor.

Pra não se perder

outubro 2017
S T Q Q S S D
« out    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  

O que eu estou falando

Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.