O meu novo Blog:
O irmão que fica
Outro blog
De novo…
Nesta semana eu pedi demissão e estou, de novo, disponível ao mercado.
Muitas coisas me levaram a tomar tal decisão e o aspecto salarial foi o que menos pesou. Já estava com a sensação de dever cumprido. Dei àquele jornal a minha contribuição, acho que ajudei a melhorá-lo. Também aprendi muito, conheci muitas pessoas e passei sete meses felizes. Mas, a sensação de inércia era grande e achei que era chegada a hora de partir.
Procurar emprego é uma merda e falam que é igual procurar namorada, quando você consegue uma (ou um emprego) aparecem várias outras (ou outros, no caso profissional).
Mas eu tento ser o mais correto possível e se é para ficar trabalhando de má vontade é melhor não trabalhar.
Tentarei atualizar este blog com mais frequência, enquanto estiver desempregado. E se alguém souber de alguma pessoa que procura um jornalista… estou aqui…
Um jornalista em crise
Parece que aquele 8 de março de 2006 foi ontem. O dia que fui chamado pela Unesp. Começava ali minha vida de jornalista. Tantos sonhos, tantas ilusões, tantos projetos. Iria mudar o mundo com as palavras. Tá bom, não era tão pretensioso assim, mas achava que poderia ajudar um pouco.
Não sei se minha decepção com o jornalismo foi instantânea ou gradual. Pode ser que veio junto com o comentário que ouvi ao acender o primeiro cigarro na faculdade: “Você fuma! Você vai ter câncer!”. O mito de que os jornalistas são todos fumantes terminava ali. Tudo bem que a pessoa que me disse isso passou a fumar durante a faculdade, mas os fumantes de minha turma eram a minoria. Geração saúde.
Mas, durante os quatro anos de jornalismo eu fui vendo que não mudaria o mundo com minhas palavras. Fui me prendendo em um idealismo ou outro. Fui me soltando de um sonho e outro. Acabei formado. Com um diploma na mão (no sentido figurado, pois o diploma ainda não chegou) que não vale nada, afinal, todos são jornalistas no Brasil.
Na faculdade confirmei que o jornalismo praticado na Grande Mídia não é o jornalismo que eu quero para mim. Não quero ser William Bonner, nem Wack, nem Carlos Nascimento, muito menos Boris Casoy. Se é para ser algum Boris prefiro ser o Yeltsin, não pelo poder, mas pelo nível alcoólico. Não consigo criar ídolos em minha profissão. Não sei se isso é normal. Talvez uma médica idolatre a Dra. Quinn ou o House. Nem na ficção tem jornalista que me comove.
Fiz jornalismo para tomar cerveja entrevistando travestis, para ir a um asilo conhecer a história de vida dos idosos que ali internados, para fazer jornal de bairro. Mas essas coisas não vão me sustentar. Dá para fazer um jornalismo alternativo e tirar dois mil por mês? Ou será que eu estou na profissão errada? Ou será que eu tenho que me vender pro convencional até ser contaminado e esquecer dos meus sonhos e do que eu queria para mim?
Não fiz jornalismo pra escrever pra quem não acredito. Não fiz jornalismo pra assessorar quem eu não acredito. Não fiz jornalismo pra ir contra minhas convicções e ideologias, muito pelo contrário, eu fiz para disseminá-las. Como eu vou me vender? Para que eu vou me vender? Qual é o preço disso? Mil e quinhentos por mês? Dois mil? Três mil? Quem dá mais?
Sou idealista demais para ser jornalista atualmente? Será que sou tão idealista assim?
Blig, Blogger, UOL Blog, Blogspot e agora WordPress.
Estou sempre insatisfeito com os servidores de blogs? A resposta é não.
A mudança do Blig pro Blogger se deu porque o IG restringiu o serviço para assinantes, como eu não era assinante do IG perdi toda a primeira fase da minha adolescência virtual. Meu primeiro blog no IG eu fiz aos 15 anos, era o Qualquer Coisa, ou alguma coisa assim. Depois criei o Blog do Marcão, com mais personalidade. Personalidade de um menino de 15 anos. Patético.
O Blog do Marcão continuou no Blogger por mais longos anos. Acho que ficou lá de 2004 há 2007, talvez 2008. Então resolvi criar meu primeiro blog sério. Algo mais jornalístico. Fui então para o UOL, onde eu era assinante. Mais uma vez meu blog desviou para o lado pessoal, coisas banais e idiotas e acabei abandonando-o.
Em abril deste ano criei o Devaneios fute-políticos no Blogspot. Depois de uns três posts eu resolvi “mudar de casa” novamente. Dessa vez por insatisfação mesmo. Acho que o WordPress tem uma aparência mais profissional, mais adequado para o que eu procuro.
Quanto ao nome do Blog, resolvi tirar o hífen que separava o Fute do Político, tornando tudo uma coisa só. Não sei se está gramaticalmente correto, mas achei que ficou mais simpático.
Cada blog que eu tive foi um momento da minha vida. Os do Blig significavam o início da adolescência, o do Blogger era essa fase da vida em palavras, ou caracteres, o do Uol foi a minha faculdade (onde eu não tinha tanto interesse em postar porque estava fazendo coisas mais interessantes), o do Blogspot foi meu período de adaptação ao pós faculdade e o WordPress é minha vida adulta.
Aqui não sou mais o Marcão ou o Marquinhos, aqui tentarei ser o Marcos André Andrade, jornalista. Boa sorte pra nós!