01
jun
12

O irmão que fica


O meu novo Blog:

O irmão que fica.

01
jun
12

Outro blog


Eu sei que este está abandonado, mas um dia volto pra cá

Os fortes sobrevivem.

29
abr
11

De novo…


Nesta semana eu pedi demissão e estou, de novo, disponível ao mercado.

Muitas coisas me levaram a tomar tal decisão e o aspecto salarial foi o que menos pesou. Já estava com a sensação de dever cumprido. Dei àquele jornal a minha contribuição, acho que ajudei a melhorá-lo. Também aprendi muito, conheci muitas pessoas e passei sete meses felizes. Mas, a sensação de inércia era grande e achei que era chegada a hora de partir.

Procurar emprego é uma merda e falam que é igual procurar namorada, quando você consegue uma (ou um emprego) aparecem várias outras (ou outros, no caso profissional).

Mas eu tento ser o mais correto possível e se é para ficar trabalhando de má vontade é melhor não trabalhar.

Tentarei atualizar este blog com mais frequência, enquanto estiver desempregado. E se alguém souber de alguma pessoa que procura um jornalista… estou aqui…

12
set
10

Um jornalista em crise


Parece que aquele 8 de março de 2006 foi ontem. O dia que fui chamado pela Unesp. Começava ali minha vida de jornalista. Tantos sonhos, tantas ilusões, tantos projetos. Iria mudar o mundo com as palavras. Tá bom, não era tão pretensioso assim, mas achava que poderia ajudar um pouco.

Não sei se minha decepção com o jornalismo foi instantânea ou gradual. Pode ser que veio junto com o comentário que ouvi ao acender o primeiro cigarro na faculdade: “Você fuma! Você vai ter câncer!”. O mito de que os jornalistas são todos fumantes terminava ali. Tudo bem que a pessoa que me disse isso passou a fumar durante a faculdade, mas os fumantes de minha turma eram a minoria. Geração saúde.

Mas, durante os quatro anos de jornalismo eu fui vendo que não mudaria o mundo com minhas palavras. Fui me prendendo em um idealismo ou outro. Fui me soltando de um sonho e outro. Acabei formado. Com um diploma na mão (no sentido figurado, pois o diploma ainda não chegou) que não vale nada, afinal, todos são jornalistas no Brasil.

Na faculdade confirmei que o jornalismo praticado na Grande Mídia não é o jornalismo que eu quero para mim. Não quero ser William Bonner, nem Wack, nem Carlos Nascimento, muito menos Boris Casoy. Se é para ser algum Boris prefiro ser o Yeltsin, não pelo poder, mas pelo nível alcoólico. Não consigo criar ídolos em minha profissão. Não sei se isso é normal. Talvez uma médica idolatre a Dra. Quinn ou o House. Nem na ficção tem jornalista que me comove.

Fiz jornalismo para tomar cerveja entrevistando travestis, para ir a um asilo conhecer a história de vida dos idosos que ali internados, para fazer jornal de bairro. Mas essas coisas não vão me sustentar. Dá para fazer um jornalismo alternativo e tirar dois mil por mês? Ou será que eu estou na profissão errada? Ou será que eu tenho que me vender pro convencional até ser contaminado e esquecer dos meus sonhos e do que eu queria para mim?

Não fiz jornalismo pra escrever pra quem não acredito. Não fiz jornalismo pra assessorar quem eu não acredito. Não fiz jornalismo pra ir contra minhas convicções e ideologias, muito pelo contrário, eu fiz para disseminá-las. Como eu vou me vender? Para que eu vou me vender? Qual é o preço disso? Mil e quinhentos por mês? Dois mil? Três mil? Quem dá mais?

Sou idealista demais para ser jornalista atualmente? Será que sou tão idealista assim?

23
jun
10

E Dunga virou herói!


Tornar-se técnico da seleção de algum país significa estar num posto almejado por muitos, profissionais da área ou não.

No caso do Brasil, onde o futebol é paixão nacional e mobiliza milhões de pessoas, acho que o técnico da seleção brasileira do esporte deveria ser escolhido por meio de voto direto.

Estando em tal posto, o escolhido deve seguir uma cartilha de bons modos e de ética. Ainda mais depois de oferecer tantos discursos sobre coerência e patriotismo.

Em primeiro lugar, Dunga serve de exemplo para milhões de meninos e meninas brasileiros que vêem, ou poderiam ver, nele um ídolo. Em uma primeira análise parece ser um homem correto. Não tem nenhum grande escândalo na sua carreira (envolvimento com drogas, álcool, caso de racismo). É vitorioso na sua carreira, talvez o único capitão brasileiro que foi campeão e vice-campeão em Copas do Mundo. Ingredientes suficientes para torná-lo um grande ídolo, não?

Não. Falta o principal, carisma. Todo mundo sabe que o técnico da seleção masculina de futebol é o cargo com maior cobrança no Brasil. Dunga sabia disso ao assumir o cargo. Cabia a ele avaliar se teria condições psicológicas de enfrentar a barra. Cabia aos parentes e amigos alertá-lo que ele não teria tais condições.

Dunga mostra ausência de auto-estima, mania de perseguição e um mau humor crônico. Além de ser rancoroso. Grande parte da raiva que ele nutre contra a imprensa se deve às críticas que recebeu após a Copa de 90, quando se tornou ícone da pífia campanha da seleção brasileira. Na época, Dunga virou motivo de piada. A Era Dunga tornou-se a Era da derrota e o, então jogador, hoje treinador se ressentiu disso.

Ao ver Dunga erguendo a Taça FIFA em 94 dá para perceber ele xingando, um momento de desabafo, colocando para fora aquilo que engoliu durante quatro anos. Mas parece que não colocou tudo pra fora. A mágoa com a imprensa continuou.

A CBF escolheu um treinador inexperiente e sem trato com a mídia para assumir o cargo de maior pressão do país. Mais uma sábia atitude do inteligentíssimo Ricardo Teixeira, que assiste calado a guerra que se dá entre Dunga e a imprensa.

Dunga restringiu o trabalho da imprensa. De toda a imprensa. Comprando briga com a Rede Globo de Televisão. A Toda Poderosa se ressentiu e começou a fazer a caveira do técnico da seleção. Após a convocação para a Copa eu li no Blog do Nassif um artigo que dizia: “Se Dunga perder a Copa deixará Barbosa no chinelo”.

Os acontecimentos após o jogo entre Brasil e Costa do Marfim apenas confirmam isso tudo que escrevi. Um técnico ressentido com a imprensa mostra seu mau humor crônico, dessa vez desconta em um repórter da Toda Poderosa, que ressentida da perda de privilégios coloca na voz de um pobre coitado um editorial endiabrando Dunga.

A reação no Twitter foi curiosa. Muito legal ver que a Toda Poderosa já não constrói mais mitos e demônios como antigamente. Pelo menos a fatia da população brasileira, usuária do Twitter, se posicionou contrária à tentativa da emissora de tornar Dunga um vilão e seu repórter uma vítima. Acho que Alex Escobar, o repórter, foi sim uma vítima e qualquer outro jornalista ali presente estava sujeito à levar uma patada do treinador.

Mas algumas coisas me incomodaram muito. Primeiro: tentar transformar Dunga em ícone anti-Globo. A raiva do Dunga não é contra a Globo, é contra a imprensa em geral. Na convocação para a Copa ele foi grosso com Milton Neves, seu auxiliar Jorginho foi grosso com um repórter de rádio e em todas as coletivas ele está transbordando de mau-humor e ironia.

Dunga atraiu a simpatia de alguns setores da esquerda por tirar os privilégios da Globo. Não fez mais que a obrigação. Dunga não tem nada de esquerda, muito pelo contrário. Não vamos esquecer que ele não pode se posicionar contra a ditadura e contra a escravidão porque não viveu nela. O discurso patriota dele, o bloqueio à imprensa e as limitações que ele impõe aos atletas são atitudes quase nazistas. Sim, estou exagerando, mas para mostrar que Dunga está mais à direita do que à esquerda.

Dunga não é herói, Dunga não é ídolo, Dunga não é uma pessoa para ser admirada. É no mínimo uma pessoa com problemas psicológicos. Dunga não está lutando contra a manipulação da mídia, não está preocupado com o bom jornalismo, não está preocupado com a nação brasileira, não quer ser campeão para dar uma felicidade ao povo do Brasil. Ele quer ser hexacampeão para dar um cala boca. Ou alguém duvida que se o Brasil conquistar a Copa, na hora que ele erguer a taça FIFA ele vai novamente bradar vários palavrões? “Vocês vão ter que me engolir!” vai ficar no chinelo.

23
jun
10

Meus Blogs, minha vida. Não é um programa do Governo Federal


Blig, Blogger, UOL Blog, Blogspot e agora WordPress.

Estou sempre insatisfeito com os servidores de blogs? A resposta é não.

A mudança do Blig pro Blogger se deu porque o IG restringiu o serviço para assinantes, como eu não era assinante do IG perdi toda a primeira fase da minha adolescência virtual. Meu primeiro blog no IG eu fiz aos 15 anos, era o Qualquer Coisa, ou alguma coisa assim. Depois criei o Blog do Marcão, com mais personalidade. Personalidade de um menino de 15 anos. Patético.

O Blog do Marcão continuou no Blogger por mais longos anos. Acho que ficou lá de 2004 há 2007, talvez 2008. Então resolvi criar meu primeiro blog sério. Algo mais jornalístico. Fui então para o UOL, onde eu era assinante. Mais uma vez meu blog desviou para o lado pessoal, coisas banais e idiotas e acabei abandonando-o.

Em abril deste ano criei o Devaneios fute-políticos no Blogspot. Depois de uns três posts eu resolvi “mudar de casa” novamente. Dessa vez por insatisfação mesmo. Acho que o WordPress tem uma aparência mais profissional, mais adequado para o que eu procuro.

Quanto ao nome do Blog, resolvi tirar o hífen que separava o Fute do Político, tornando tudo uma coisa só. Não sei se está gramaticalmente correto, mas achei que ficou mais simpático.

Cada blog que eu tive foi um momento da minha vida. Os do Blig significavam o início da adolescência, o do Blogger era essa fase da vida em palavras, ou caracteres, o do Uol foi a minha faculdade (onde eu não tinha tanto interesse em postar porque estava fazendo coisas mais interessantes), o do Blogspot foi meu período de adaptação ao pós faculdade e o WordPress é minha vida adulta.

Aqui não sou mais o Marcão ou o Marquinhos, aqui tentarei ser o Marcos André Andrade, jornalista. Boa sorte pra nós! ;)




Marcos André Andrade

Jornalista formado, ou deformado. Escritor frustrado. Boêmio. Amante de MPB e futebol. Adora fazer piadas ridículas. Sofro com uma Variação Constante de Humor.

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